quarta-feira, 16 de abril de 2008

Voz do cidadão - Vilamoura - Insegurança de Luxo

Desenganem-se aqueles que pensam que neste suposto paraíso Algarvio a segurança é uma das prioridades dos presentes promotores.
Desde que em 2005 André Jordan saiu e o grupo Espanhol PRASA assumiu funções, a segurança que até então era um dos serviços prestados pela LUSOTUR aos proprietários, foi reduzida a um simples segurança durante o dia e dois durante a noite, sendo que à noite, em vez de protegerem pessoas e bens, ficam estacionados em locais fixos a fim de protegerem o património da agora chamada LUSORT. Assim, e desde então, o número de assaltos a residências, tem vindo a crescer de dia para dia.
Muito embora em 2001 tenha sido criada a INFRAMOURA, empresa agora responsável pelos espaços públicos do resort, só em 2006 é que esta empresa participada em 50% pela câmara municipal de Loulé, iniciou a sua actividade. Apesar de o lema desta nova entidade ser "proteger Vilamoura como uma área ímpar", facto é que na prática têm-se limitado a promover umas pequenas lavagens de cara e problemas do foro ambiental, que embora importantes, não deveriam servir de pretexto para despromover a segurança.
Por outro lado, temos o posto da GNR de Vilamoura que tal como nas restantes partes do país, queixam-se da falta de meios. Embora conscientes da crescente evolução da criminalidade no resort, nada fazem. Contudo, no verão e tal como a LUSORT, também numa operação de lavagem de cara, dotam as praias de Vilamoura homens e mulheres de corpos esculturais com fardas tiradas de series Americanas montados em bicicletas de alta tecnologia dando a entender aos veraneantes, que é esta a imagem permanente de Vilamoura. O paradoxo é no mínimo, ridículo!
Por fim e não menos importante, temos a empresa Irlandesa Oceânico que é a nova proprietária dos 5 campos de Golfe do resort. Tal como as restantes entidades, esta, descartou também a questão da segurança pois o patrulhamento quer diurno quer nocturno nos campos de golfe, simplesmente deixou de existir. Curioso é, que as propriedades de maior valor e símbolo de luxo, são as que estão directamente viradas para os campos de golfe. Sendo que a entrada para os mesmos poderá ser feita de qualquer forma, pois não estão vedados, é por aí que os assaltantes em regra geral iniciam a sua actividade altamente lucrativa.
Mais escandaloso é, saber-se que a nova administração irá investir 950 milhões de euros na construção da nova cidade lacustre e não investe um simples euro em segurança.
Na qualidade de proprietário de 2 imóveis em Vilamoura e sendo que num deles já fui vítima de assaltos mais de 3 dezenas de vezes nos passados 3 anos, considero seriamente a possibilidade de não voltar a investir enquanto a situação não for invertida.
De acordo com o responsável pela segurança de Vilamoura, Sr. Carlos Rodrigues, a segurança dos imóveis do resort passou a ser da responsabilidade de cada proprietário, pena é que não dêem conta desse pormenor a todos aqueles que aqui passam férias, aos que pretendem investir e aos que já investiram.
Na sequência de tais informações, mesmo que contrariado, dotei as minhas propriedades de vedações com arame farpado, sistema de vídeo vigilância, alarmes e iluminação com sensores de movimento e, mesmo assim, o assaltante, mesmo que apanhado pelas camaras de vídeo e demais dispositivos, continua à solta pois sabe da total inexistência e ineficácia de qualquer força de segurança local.
Curioso é também que tanto as minhas como as outras casas, são vítimas de assaltos perpretados pelo mesmo individuo, usando sempre o mesmo modus operandi, e, mesmo sabendo as forças policiais de quem se trata, nada fazem para pôr fim a esta situação.
Como último recurso para pôr fim a este drama, recorro a vocês pois sei que se este assunto vier a público, certo estou que os presentes promotores tratarão de resolver de imediato o assunto.


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Meus amigos, Vilamoura é das zonas de Quarteira mais inseguras... Vilamoura vende um turismo de eleição e de elite... Vilamoura merece mais segurança, mas Quarteira também merece mais segurança e o facto é que não se pode morrer pelos dois lados devido a falta de efectivos que impera por todo este Portugal.

Quando os nossos empresários necessitam de colocar em volta dos seus resorts e aldeamentos arame farpado e câmaras de vigilância é que algo não está bem numa das zonas mais conhecidas em todo o Algarve.

Vamos pensar um pouco acerca deste "grito de revolta" deste nosso cidadão porque acredito que não seja um caso isolado.

3 comentários:

Miguel disse...

João esta questão é sem dúvida a que mais preocupa os cidadãos hoje em dia, até porque no nosso concelho tem-se notado um aumento significativo da criminalidade.

As causas são várias, mas em minha opinião, a principal causa está nas leis, que não punem o crime tal como ele deve ser punido, um indivíduo tem de saber que se cometer algo punível por lei, tem um preço a pagar, não pode estar à espera de um par de horas depois de ser detido voltar para casa como se nada fosse....

Se recuramos à origem do problema, verificamos que o problema está no sistema. ( leis inadequadas, e falta de meios das forças policiais).

E quem tem o poder de alterar tudo isto?

Os politicos, claro!!

Há casos, eu próprio os conheço, verdadeiramente espantosos, situações de casas completamente esvaziadas, sabendo os proprietários quem foi, roubo de carros, em que o ladrão entra e sai do tribunal... e vai pra casa....

Algo está muito mal mesmo!!

Anônimo disse...

Miguel,

As observações que faz, fariam todo o sentido se Vilamoura não fosse um resort privado.

Se por ventura estes assaltantes soubessem da existência efectiva de forças de patrulhamento e segurança, como até 2005 havia, estou convicto que os assaltantes não actuariam tão livremente como actuam. Mais do que tudo, tratar-se-ia de uma medida preventiva.

Cheguei a mesmo a propôr á entidade responsável pela segurança de Vilamoura (inframoura) que se cobrasse aos proprietários de Vilamoura uma taxa mensal para assim ser garantida a segurança de pessoas e bens, contudo, nada fazem.

Quanto à punição destes individos por parte dos nossos tribunais, estou inteiramente de acordo consigo.

Miguel disse...

Sim tem razão , o lapso foi meu, a minha intervenção, visava a situação de insegurança em geral, e não em Vilamoura, em paticular.

É óbvio que a situação em Vilamoura sendo um área de características diferentes, depende de accções e medidas diferentes.

Mas certamente, concordará comigo que a situação, no geral está a ficar muito feia, mesmo...