quinta-feira, 19 de março de 2009

Lançamento da 1º Pedra do Quartel de Bombeiros da Cidade de Quarteira.

Um fim de tarde agradável, onde estiveram reunidas uma série de personalidade da Freguesia de Quarteira e Concelho, para o lançamento da primeira pedra do Quartel de Bombeiros desta cidade. À parte dos ocasionais mexericos da praxe, as palavras do Presidente da Junta José Mendes foram ouvidas com entusiasmo por parte dos presentes, contudo o discurso do Presidente da Câmara Seruca Emídio carregado sentimento e manifestando as obras realizadas em Quarteira é significativo da preocupação que tem por esta Cidade. Não quero parecer pretensioso, mas os nossos políticos andam a estudar Cícero. 

17 comentários:

Anônimo disse...

"ouvidas com entusiasmo por parte dos presentes"? Dizem-me que de entusiasmante aquilo teve pouco, exceptuando a visita surpresa de Joaquim Vairinhos a confraternizar no meio da oposição com grande espírito de descontração. Disseram-me também, que essa dita cerimónia foi feita "à moda antiga" com a presença do Clero, o qual proferiu "sábias" palavras, as quais até - pormenorizaram-me - contagiou o discurso de José Mendes o qual não resistiu a clamar pela Glória (glória, glória, aleluia).
Se o presidente da junta e da CML, andaram "a estudar Cícero", é melhor terem em conta que o mesmo, acabou sendo executado , após uma tentativa pouco convincente de fugir pelo mar. Degolado, sua língua e suas mãos foram expostas nas escadarias do Senado.
É lógico que não queremos tão vil crueldade aos "nossos políticos", mas, a metáfora que pretendo trazer aqui com a devida actualização, tem como principais executantes nada mais nada menos do que os eleitores com a sua principal arma de corte que é o voto.

Fernando

João Santos disse...

O Wikipedia é sem dúvida uma ferramenta preciosa nos dias de hoje.

Contudo, Cícero é uma referência para qualquer orador que pretenda embrenhar-se nos meandros da política.

Em todo o caso, estou curioso em relação ao seu texto, passo a perguntar; Como gostaria que o lançamento da 1ª pedra do Quartel dos Bombeiros se tivesse passado?

Deixo aqui o repto, unicamente por curiosidade e espero que me possa esclarecer Fernando.

Abraço.

Anônimo disse...

Caro João, aceitando o seu repto, de um modo sucinto diria:
uma cerimónia MODERNA, onde a classe clerical estivesse presente mas na condição de simples convidada enquanto instituição, sem qualquer tipo de intervenção evangélica e pastoral, deixando todo o protagonismo para quem de facto o deve ter nessas alturas.
Como não estive presente na cerimónia, não devo alargar-me mais em críticas à mesma, mas daquilo que - repito - me contaram e que pude ver no site Canal do Sul, a imagem que fico deste Executivo camarário é a de um certo conservadorismo e de total falta de laicidade, lembrando-me um pouco certas cerimónias do Estado Novo que no interior ainda têm reminiscências, mas que numa cidade do litoral como Quarteira, é no mínimo pouco evolutivo da visão política dos "nossos políticos". Típico dos famosos defensores da Moral e dos Bons Costumes (seja lá isso o que for).

A Wikipédia, é de facto um instrumento de bastante utilidade.

Quanto a referências de dotes oratórios, Cícero é um clássico de facto, mas não me parece que "os nossos políticos" alguma vez lhe tenham pegado.

Cumprimentos

Fernando

João Santos disse...

Fernando, o Homem é o único animal que herda, logo somos herdeiros daqueles que vieram antes de nós.

Segundo consta, a religião maioritária em Portugal é a Religião Católica. Deste modo, somos herdeiros dessa religião, se efectivamente, o edil achou pertinente que a obra fosse abençoada, penso que isso não deverá de ser sinónimo de atraso ou de pouca evolução.

Todos somos projecto/resultado de um património cultural de uma herança, e a religião católica faz parte. Logo nunca será pouco evolutivo ou demasiado ligado ao passado, chamar um padre para abençoar uma obra.
Para o bem e para o mal, faz parte da nossa sociedade. Muitas das coisas como; não roubarás, não matarás, todas essas morais esses costumes são património cultural.

Logo Fernando, penso que não deveria de pensar assim.

Cícero sem dúvida é uma referência.
Aconselhava também a Arte da Guerra de Sun Tzu.

Abraço.

Anônimo disse...

João, quando afirma que "o edil achou pertinente que a obra fosse abençoada", está a dizer muito com isso, nomeadamente fica desde logo subentendida a promíscuidade entre duas coisas - que a própria História já provou por enúmeras vezes, com péssimos resultados - a mistura entre a esfera Política e a esfera Religiosa.

Eu, amigo João, não me revejo nessa condição, nem muito menos quando afirma que "somos herdeiros dessa religião", Eu NÃO! E como eu, ao abrigo da separação de poderes entre Estado e Igreja, a qual infelizmente, demorou um pouco mais a produzir-se no nosso país, muitos, mas mesmo muitos mais também não se consideram herdeiros da religião católica. Mas isso é assunto que fica para outras conversas.

Quando me diz que eu "não deveria pensar assim" eu não lhe retribuiria o conselho por o considerar demasiado falacioso e castrador do próprio pensamento, enquadrado naquilo que é, a «lógica do rebanho».

A terminar dir-lhe-ia que, muito acima da condição religiosa do homem, independentemente deste ser católico, muçulmano, judeu ou hindu, etc, estará sempre a condição HUMANA, da qual nasceram todas as outras. E essa sim, é a maior herança e legado que deveremos transportar de geração em geração.
Como tal, como já deve ter entendido, Deus não é mais do que um produto do Homem e não vice-versa. Mas essa descoberta fica para cada um, enquanto individuo único e singular, levar a cabo ou não. Como se preferir!

Obrigado pela sugestão de leitura, que já a li há algum tempo, e que actualmente é considerada como referência para toda uma panóplia de situações do dia-a-dia, tornando-se hoje no manual de estratégia (clássica)para tudo e mais alguma coisa.
Mas, já que entra em sugestões de leitura deixo-lhe a seguinte:
"Assim Falou Zaratustra" de Nietzsche. Também é um clássico diga-se, mas pessoalmente muito mais interessante e profundo na temática do «homo religiosus».
No campo político se preferir, pode pegar na: "A Condição Humana" de Hanna Arendt, onde a importância da política em prol da praxis pela Liberdade é a questão de fundo.
Como vê, já tem aqui duas obras muito mais interessantes e com muito maior poder de impacto para poder pegar.(Não querendo retirar mérito ao Sun Tzu, claro!)

Cumprimentos amigo João e continuação de uma boa "jornada"!

Fernando

João Santos disse...

Fernando, não defendo essa "ligação" entre Estado e Igreja.
Digo-lhe já, rejo-me por morais/valores católicos mas não sou praticante. No dia do lançamento da 1ª pedra; sinal da cruz ámen seja louvado o senhor, sim senhora, mas não me viu a fazer o sinal da cruz. Mas respeito.

Pode é não ter entendido bem as minhas palavras, pois se o tivesse feito veria que tenho razão num determinado aspecto.

Somos herdeiros de valores dessa religião. Pronto! Independentemente daquilo que possa afirmar. O tempo em que o poder da Igreja moldava os Estados e até as suas politicas já foi. Hoje em dia a religião já não é o opio do povo. Tem razão... Mas..

Agora pense bem, se renegarmos essa herança, estamos a renegar uma boa parte do património cultural português, aquilo que nos define como Portugueses.

O Fernando não se considera herdeiro dessa religião ou dos valores que transmitiu aos longo de 2 milénios. Está correcto, é livre de pensar e dizer o que quiser, vem na constituição.

Mas é herdeiro.

Para todos os efeitos Portugal não é um Estado confessional é um estado laico e ainda bem. Contudo, em toda a História do homem existiram rituais, e naquela dia presenciamos um ritual de uma religião que a única coisa que fez foi abençoar a obra.


Tão simples quanto isso.

Obrigado pelas recomendações Fernando, mas tive que deixar a meio a Expansão Quatrocentista Portuguesa de Vitorino Godinho, para neste momento de reler a Ilíada.

Ehehe essa da "jornada" está boa.

Abraço.

Anônimo disse...

À parte do convite do clero, e essas impertinências todas... o psd lembrou-se desse lançamento da 1ª pedra em cima da hora, p poucos saberem.

O vairinhos apareceu na descontração habitual, e recebeu uma ovação da populaçao maior q o nosso presidente

João Santos disse...

É normal, quando se está longe durante tanto tempo.

Anônimo disse...

"O vairinhos apareceu na descontração habitual, e recebeu uma ovação da populaçao maior q o nosso presidente" DEIXA ME RIR AHAHAHAHA
Quem fez este comentário enfim, eu estive lá e não ouvi nenhuma ovação ao Vairinhos, mas sim ao Lançamento da 1º Pedra do Quartel de Bombeiros da Cidade de Quarteira..
e só digo isto estão todos convidados pra inauguração até quem está no estrangeiro ;D

Anônimo disse...

De facto somos herdeiros dessa religião a qual denominam de Catolicismo. Só para enumerar alguns pontos dessa herança:
- Mentalidade tacanha;
- Intolerância;
- Conservadorismo;
- Horror à inovação;
- Horror à ciência;
- Racismo;
- Ignorância.

Se não tivéssemos tido a sorte de ter recebido a influência Iluminista (embora tardia) ainda hoje andaríamos enforcando e queimando pessoas na praça pública.

Os direitos e deveres que hoje temos em Portugal recebemo-los do Iluminismo, enquanto que os valores e princípios recebemo-los do Humanismo. Não façam confusão!!

João Santos disse...

Concordo com a sua opinião. Mas... Não faça é você confusão.

Diga-me uma coisa. Não faz tudo parte de um processo de evolução?

Acredito que faz, logo, as ideias não surgem a toa e ficam instituídas para sempre.

Tende a existir uma evolução, da qual somos herdeiros. Para o Iluminismo ou muitas vezes chamado Século das luzes, surgir teve que existir alguma transformação. Se for mesmo à raiz da questão pode deduzir que não deveremos falar em Iluminismo mas em Iluminismos porque foram vários e muitos deles com conotações religiosas.

Isto é um assunto complicado, contudo, somos herdeiros de todos esses "sistemas" que existiram ao longo da História.

Anônimo disse...

Obviamente que é tudo uma questão de evolução, mas não é isso que está em causa. O que eu pretendi referir é que grande parte das pessoas confunde o facto de vivermos numa sociedade Ocidental ainda com alguns direitos sociais, valores, princípios e liberdades como se tudo isso fosse uma herança do Catolicismo/ Cristianismo. Nada mais incorrecto!! É claro, como água, que para chegarmos até aqui tivemos de passar por um longo processo de luta pela mudança. Mas todas essas mudanças, todos esses Iluminismos (como referiu muito bem) foram, no fundo, uma libertação dos dogmas e doutrinas religiosas, mesmo os de tendência religiosa.

Agora se formos falar de herança, porque é que não vamos sacrificar uma virgem num altar para termos melhores colheitas no próximo ano? Isso também fez parte da nossa herança pagã aqui na Europa.

O facto de ainda continuarmos com "políticazinhas" juntamente com o clero é, sem dúvida, um sinal de atraso. Isso são coisas que não acontecem noutros Estados laicos da Europa do Norte. Parece mais um país da América do Sul.

Não é necessário saber muito sobre História para percebermos que sempre que a religião se misturou com a política o resultado foi sempre mau.

João Santos disse...

Contudo, essa herança Católica/Cristã moldou este território de fronteiras definidas desde 1249 ao qual chamamos Portugal.

Desde então teve uma grande influência na questão politica, social e como é normal na religiosa.
Para chegarmos à Democracia que temos hoje, ao Estado de Direito, à Constituição, não podemos negar o papel da Religião Católica nisto tudo.
Factores negativos e positivos tiveram que existir para que se moldasse ou continuasse certas ideias.
Não estou aqui como fanático da religião, mas o Homem tem que aprender com os erros, temos que receber essa herança e seguir o melhor caminho.
Logo, somos herdeiros dessa religião, se naquele dia o executivo da Câmara achou que deveria de chamar um Padre para abençoar a obra isso é significativo de que ainda existem pessoas com crenças católicas/praticantes.
O senhor não aprovou, mas há outros que aprovaram de certeza absoluta. É chamada diversidade.

Agora os Estados protestantes ou anglicanos do norte, há muito que fizeram essa separação e muito bem.
Tiveram circunstancias diferentes.

Mas no nosso caso, somos herdeiros dessa religião e ser herdeiros não implica tenhamos que seguir exactamente tudo como era, há sempre algo que fica diluído mas que permanece.

Por exemplo, se seguisse-mos o Islão não sei como teríamos ficado.

Não nego o papel de Homens como Sebastião José de Carvalho e Melo ou de António Oliveira Salazar.
Onde podemos ver os avanços e recuos que fizeram com que estivéssemos na situação em que estamos hoje.

Se na terra da Mãe Soberana e na da Nossa Senhora da Conceição ainda é assim, meu amigo ainda vai ter que existir muitas heranças para se mudar.

Contudo, nas assebleias de freguesia ou de câmara não vejo lá o clero a bater o pé.

Abraço.

José disse...

Já agora era o que faltava João.
Eles já metem o nariz em tudo.

Vê que até no preservativo eles
metem o NARIZ!!!

Nazareno

Anônimo disse...

O interesante da grande maioria destes comentadores que não reconhecem as nossas origens e respectivas heranças é que, assim que lhes morre algum familiar andam aflitos pela presença de um padre. Muitas vezes também ficam aflitos qd casam uma filha e não há padre por perto.
Hehehe

Anônimo disse...

Caro anónimo de 25 de Março de 2009 23:30,

Não generalize porque você não me conhece para estar aí a falar. Eu não sou casado pela Igreja nem os meus filhos são baptizados. Eles poderão optar por isso, se assim quiserem, na idade adulta e eu respeitarei a decisão deles.

Mas reconheço que há por aí alguns críticos da Igreja que agem dessa forma.

Não nego a herança cristã que Portugal tem, simplesmente digo que essa herança foi mais nefasta do que positiva. Não tenha dúvidas em relação a isso! E nesse sentido é hora de acabar com velhos maus hábitos.

José disse...

Senhor Anônimo
eu já vi esse comentário no blogo
o Calçadão.Está exatamento igual
Eu dou a cara ponho ai o meu
nome.E no tempo das minhas urigens
se calhar não podia pôr.
Já tenho uma filha casada e não foi preciso andar atráz dos padres para casala.E quando morrer não serei eu que vou andar atráz deles